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sexta-feira, 17 de abril de 2009

Estou assim




Hoje estou assim
Sem rumo, sem caminho, sem ter o que fazer
Passo horas pensando, tentando raciocinar
Onde quero chegar.
Nuvens negras atormentam minha alma
O sono arrebata o meu ser,
Quero lágrimas não as tenho não as vejo.
Pareço um vulcão tentando entrar em erupção,
O dia passa, a noite chega...
Algumas horas a mais da minha vida foram tiradas
O que fazer, nesta tempestade de sentimentos.
Eu preciso me encontrar...
Chegar de vagarinho
Com destino, com olhar...
Encontrar-me reluzindo.
Encontrar portas abertas
Em um caminho cheio de luz.
Não quero ficar perdida
Entre altos e baixos em uma maré
Em noites de lua cheia.
Quero viver a vida como ela é,
Um anjo, com asas machucadas,
Mas simplesmente sorrindo
Ter a opurtunidade,
De voltar para casa
Encontrar novamente as portas de minha alma abertas
Em meu mundo cheio de edifícios.
Iza Renata
*
Beijinhos com cheirinho de doce lar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Alma




ELA

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor

Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!

Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.

Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim-
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!”


ASSIS, Machado de, 1839 – 1908
O Almada & outros poemas / Machado de Assis – São Paulo
Globo 1997 – (Obras completas de Machado de Assis)
-

Beijinhos perfumados
Iza Renata
*

sábado, 21 de março de 2009

Fotografias com as janelas da Alma




Fotografias com as janelas da Alma

Percorrestes inúmeros caminhos
Caminhos estes que confrontavam com os olhos de sua alma.
Na bem aventurança, escolheu o caminho do amor, da sabedoria, do silêncio.
Sua felicidade conservou aos olhos de sua alma.
Nas carícias de suas janelas,
Fotografou com a alma
Seus desejos, vontades e sonhos!
A paz interior foi buscar sob a árvore “cabeluda” no fundo do quintal.
Confiou a ela seus sonhos, temores, dores e amores.
Ficavam horas meditando, sob a sombra de sua elegante copa,
Que harmonia perfeita!
Jovem menina cheia de sonhos, pérola negra,
Ainda pequenina conheceu o verdadeiro amor.
Amor voluptuoso, ardente,
A esse amor entregou sua doce alma, seu corpo,
O seu olhar majestoso.
Fotografou a vida com seu amor.
Dançou ao som de um bolero
Perdendo-se em seus beijos ardentes, desconcertantes,
No doce encanto da vida.
Vivenciou a liberdade de somente amar.
Amor como o dele permaneceu nas fotografias de sua alma
Agradeceu tudo que a vida presenteou-lhe.
As honras de uma família foram lhes oferecidas.
E aos olhos de sua alma, suas fotografias foram vividas,
Em seu mundo celestial.

Beijinhos cheios de momentos...
Iza Renata
*

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Luz da minha Vida





Olhos da alma
Amor verdadeiro, infinito, cristalino.
Estou louco,
Louco por esse sentimento.
Caio em lamentações.
Fecho os meus olhos
E começo a enxergar com os olhos da alma
Sinto sua presença
O seu ser ofegante, o seu cheiro de orvalho.
Segure-me em seus braços
Enlouquece-me com sua luz.
Transporte-me.
Sinto a sua boca acariciar a minha boca.
O seu corpo deletando o meu.
O tempo passa o seu ser invade a minha alma
Não sei mais que sou?
Só sei que quero somente ser você.
Sinto a elevação desse desejo.
Somos uma luz, somente uma luz.
Uma explosão se faz presente
Há mais linda luz ofusca-nos
Somos um só corpo, uma só alma, um só ser.
Somos uma estrela cintilante,
Brincando de amor em outros corpos celestiais.
Vejo a imensidão das galáxias.
Vejo esferas diferentes.
Sacia a minha alma com a sua presença.
Amo-o integralmente.
Nem o tempo, o espaço, nada poderá
Transcender esse amor.
Esse sentimento permanecerá para todo o sempre.
Até essas luzes, ficarem em perfeita harmonia
E conectarem-se
E partirem para uma morada superior
Amor louco,
Pelos olhos que vejo
A espera é um aprendizado.
Não há física
Somente a metafísica
Que adentrará os caminhos
Luz da minha vida
Eu o quero,
Eu o desejo,
Espere por mim.

(Iza Renata).
*

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Alma





Caio em lamúrias.
Tormentos aguçados
Noites sombrias
Dias esmaltados
Dor no peito...
Sentimento debilitado
Amargura no coração
Querendo um mundo diferenciado.
Queria vender sonhos
Sonhos meditados
Quem sou?
Por que sou?
Nesse caminhar ludibriado.
Esses sonhos cinzentos
Enfraquecem minha alma
Delego-me em outrora
Avisto um caminhante ofuscado
Inerte a espreita
Findando-o aterrorizado.
Ao despertar o presságio
Aquele andarilho é minha alma
Ofuscada pelo mundo engravatado!

(Iza Renata)

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Não sei quantas almas tenho






Não sei quantas almas tenho

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.



(Fernando Pessoa)

Beijinhos em suas Almas
Iza
*

domingo, 12 de outubro de 2008

Confucio





Queridos amigos, vamos filosofar em torno dessa pergunta: Qual seria a sua idade se você não soubesse que idade tem?
Espero respostas,
Beijinhos em seus corações.
Iza
*